
Na noite anterior, deitado sobre a grama, foi dormir cansado. Estava com o peito pesado e as idéias confusas.
De manhã, acordou de um sonho qualquer, com o céu muito nublado e o dia frio. A princípio, não quis se levantar. Continuou ali, deitado onde estava. Encarava o céu, inexpressivo. Continuou com a mesma linha de raciocínio que suspendera na noite anterior ao se entregar ao sono.
Esticou uma das mãos para sentir a terra e a grama molhadas pelo orvalho... Suspirou.
Sentia toda a chuva que estava quase para cair... comparou-a com lágrimas que ameaçavam a cair de seus olhos e nunca caiam. Seus olhos estavam assim.... sempre nublados. Queria, mas não conseguia. Desejava. Desde que saiu da segurança e do calor de sua casa... há tantos anos... desejava. E ainda antes, desejava.
Cheguei tão longe... - disse - e ainda assim... continuo o mesmo... com o mesmo desejo.
O peito doeu. Fechou os olhos com força e mordeu o lábio inferior.
Baixo, e com a voz quase se quebrando, sussurrou: a chuva não cai... nunca...
... talvez fosse melhor assim.
Relaxou o rosto e ainda de olhos fechados pensou no que poderia ter sido, no que foi e em quem era.
- Porquê não eu?...
O vento varreu as folhas secas das árvores próximas e calou seus pensamentos.
Abriu os olhos.
Pôs-se de pé, arrumou seus pertences e voltou a caminhar, resignado de si mesmo.
Tudo tem seu tempo...tempo=clima
ResponderExcluirTalvez você esteja esperando que chova num lugar onde a chuva é escassa...
Que tal se mudar dai?
Porque não buscar o Espírito Turbilhonante?
Onde o seu espírito se mover com ímpeto...esse ai é o seu lugar =)
É uma boa busca não?