Sonolento, com um graveto seco rabisco algo aleatório no chão.
Me recordo vagamente... dos estudos da geomancia...
...Na verdade, a recordação de quase tudo é um tanto vaga...
Ultimamente tenho deixado passar os solstícios...
...
Porque será que é sempre noite quando algum deus se apresenta à minha percepção?...
A Noite cobre meus olhos com o escuro e desvela os mistérios do mundo dos sentidos...
Consigo enxergar melhor alguns caminhos...
...Consigo sentir melhor os espíritos.
E com os olhos pesados e os ombros relaxados...
os espíritos se aproximam
e me sussurram histórias e conselhos...
...e eu me deixo levar... aos poucos...
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Eu já morri tantas vezes por você... e por você eu já revivi tantas outras...
Houve uma época em que o fogo que queimava em meu peito me consumia por inteiro.
Logicamente, que o tempo transformou a chama em brasa. Mas ainda arde.
E o máximo que o tempo conseguiu transformar, foi a chama em brasa. Nunca deixará de ser brasa e nunca deixará de queimar. É forte demais... e sendo quase insuportável para mim - a não ser que os deuses violem a integridade do meu corpo - será forte demais para qualquer um tentar apagar.
Hoje, mesmo depois de tanto tempo e quase não me lembrar mais de como eu me sentia (com toda a intensidade da situação) você ainda vive em mim... até mais do que naquele tempo. Hoje quase tudo o que eu sou lembra você de alguma forma.
Mas eu ainda lembro. Lembro de como era quente as suas mãos. Lembro de como era a textura do seu cabelo e das suas roupas. Lembro da sua risada fraca... lembro do seu olhar perdido... lembro da sua falta de interesse nas nossas conversas... lembro de quando eu amarrei aquele cordão no seu braço... lembro de quando você desenhou na minha calça... lembro da sensação de fim de mundo depois que nós discutíamos... lembro de tentar me reconciliar com você... lembro da noite do violão no meio do bosque... lembro de quando você me falou uma verdade, de que eu gostava de você e eu neguei, mentindo. Lembro de como você arqueava as sobrancelhas... lembro de como você achava que eu ficava bravo quando eu tentava te ensinar matemática e você não entendia... lembro da cor da sua pele (sob todos os tons de luz), do formato das suas unhas e do seu anel...
E eu sei que você sabia.
Estanho... não me lembro muito bem de como foi o fim... não me lembro dos dias e dos assuntos das discussões. Mas me lembro da dor. E me lembro do dia em que eu morri pela primeira vez. Naquela tarde de sol, insuportavelmente tranquila. Aquele céu azul sem nuvens... a brisa fresca que vinha pela janela... o jardim florido... e eu doente, queimando, morrendo.
Quando eu acordei, algum tempo depois daquela dor lancinante que me deu no peito, eu só encontrava forças em você. Sabia que não poderia nunca mais te ver de novo. Eu já não habitava o mesmo mundo que você. Mas era você, que brilhava mais do que todo mundo, que me dava forças para que eu fosse melhor do que eu mesmo. E eu cresci. Pude me fundir em você, finalmente. Não em corpo, mas em espírito. Tentei seguir todos os seus passos.
E você ainda me dá forças. Mesmo depois de ter morrido tantas vezes, e habitar um plano tão distante e tão diferente do seu. Ainda hoje, eu quero ser melhor do que eu. Ainda hoje eu quero valer a pena.
E hoje eu sou você e eu.
Houve uma época em que o fogo que queimava em meu peito me consumia por inteiro.
Logicamente, que o tempo transformou a chama em brasa. Mas ainda arde.
E o máximo que o tempo conseguiu transformar, foi a chama em brasa. Nunca deixará de ser brasa e nunca deixará de queimar. É forte demais... e sendo quase insuportável para mim - a não ser que os deuses violem a integridade do meu corpo - será forte demais para qualquer um tentar apagar.
Hoje, mesmo depois de tanto tempo e quase não me lembrar mais de como eu me sentia (com toda a intensidade da situação) você ainda vive em mim... até mais do que naquele tempo. Hoje quase tudo o que eu sou lembra você de alguma forma.
Mas eu ainda lembro. Lembro de como era quente as suas mãos. Lembro de como era a textura do seu cabelo e das suas roupas. Lembro da sua risada fraca... lembro do seu olhar perdido... lembro da sua falta de interesse nas nossas conversas... lembro de quando eu amarrei aquele cordão no seu braço... lembro de quando você desenhou na minha calça... lembro da sensação de fim de mundo depois que nós discutíamos... lembro de tentar me reconciliar com você... lembro da noite do violão no meio do bosque... lembro de quando você me falou uma verdade, de que eu gostava de você e eu neguei, mentindo. Lembro de como você arqueava as sobrancelhas... lembro de como você achava que eu ficava bravo quando eu tentava te ensinar matemática e você não entendia... lembro da cor da sua pele (sob todos os tons de luz), do formato das suas unhas e do seu anel...
E eu sei que você sabia.
Estanho... não me lembro muito bem de como foi o fim... não me lembro dos dias e dos assuntos das discussões. Mas me lembro da dor. E me lembro do dia em que eu morri pela primeira vez. Naquela tarde de sol, insuportavelmente tranquila. Aquele céu azul sem nuvens... a brisa fresca que vinha pela janela... o jardim florido... e eu doente, queimando, morrendo.
Quando eu acordei, algum tempo depois daquela dor lancinante que me deu no peito, eu só encontrava forças em você. Sabia que não poderia nunca mais te ver de novo. Eu já não habitava o mesmo mundo que você. Mas era você, que brilhava mais do que todo mundo, que me dava forças para que eu fosse melhor do que eu mesmo. E eu cresci. Pude me fundir em você, finalmente. Não em corpo, mas em espírito. Tentei seguir todos os seus passos.
E você ainda me dá forças. Mesmo depois de ter morrido tantas vezes, e habitar um plano tão distante e tão diferente do seu. Ainda hoje, eu quero ser melhor do que eu. Ainda hoje eu quero valer a pena.
E hoje eu sou você e eu.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Me pergunto, sobre o que as pessoas querem?
Em meio à quase hipnose, olhando para as brasas em meu espírito, me pergunto.
O que todos buscam?
As vezes parece que há tantos desejos divergentes... mas no fundo... não seriam todos os mesmos?
O que nos leva a errar tanto em nossa busca pelo fundamental?
O que é fundamental?
Onde está a diferença entre o que meus Deuses revelam e aquilo que eu vejo?
Por que ainda não é o momento?
Por que esses passos, esses ombros e esses olhos?
Por que esse espírito?
Por que essas brasas?
Por que eu?
O mais curioso, é que a minha dúvida não diz respeito à nenhuma dessas perguntas.
O que eu quero saber, acho que ainda não sei.
Talvez não precise.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011

Essas doses homeopáticas e recentes de realidade tem me feito um pouco mal.
Ter sido transportado, de repente, daquela terra de dragões e espíritos, para esta terra de disputa e de esfalto foi uma experiência um tanto quanto dificil de lidar.
Mas vejo que por tanto tempo, me concentrei em coisas pontuais e passageiras. Quando não, em coisas tão pessoais, que não ajudam ninguém além de mim.
Eu não consigo compreender completamente o que os outros falam. Vim parar em um lugar que exige de mim uma vida que não tive.
Como corresponder às expectativas de mim mesmo, se nem eu tenho o que é preciso para chegar lá?
Vejo-me diferente. Diferente demais.
Vejo-me deslocado. Sem cor, sem encaixe.
Para onde eu vou?
O que fazer?
Quem sou eu, afinal?
O que eu posso e o que eu não posso fazer?
Tenho medo.
segunda-feira, 23 de maio de 2011

Que pena...
Florestas queimadas...
Rios transbordados...
Montanhas rachadas...
Desfiladeiros soterrados...
Planícies divididas...
Mares enegrecidos...
Céus enfumaçados...
Templos derrubados...
Estradas desviadas...
Mistérios perdidos...
Árvores mortas...
Animais mortos...
Espíritos sem rumo...
Segredos revelados...
E deitado sobre os escombros, continuo a fitar as estrelas que aparecem uma a uma... no céu claro do inverno que se aproxima.Não consigo deixar de pensar que talvez tenha sido um erro...
Mas está feito. O mundo está destruído, em pedaços... completamente descaracterizado. O futuro não está mais esboçado nas montanhas que se estendiam no firmamento. Foi engolido pela noite.
Os sonhos não estão mais escritos nas estrelas... Com o choque, até mesmo elas mudaram de lugar.
E a explosão foi tão grande... tão extensa... que ultrapassou os limites do universo em que começou; os destroços cairam sobre as costas de outras pessoas, que habitam outros mundos.
Meu egoísmo custou a paz de outros. Pensei que colocando tudo a perder eu ficaria mais forte... mas a destruição só serviu para desvelar uma única coisa: minha fraqueza incorrigível.
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011

Estou absolutamente irritado. Meu peito está pequeno para toda a raiva que tenta sair e mal consegue escapar pela boca.
Vários planos estão travados, emperrados, truncados, estagnados e sem movimento nenhum.
Outros estão tão enrolados, que mal pode-se vê-los através dos emaranhados sem ponta.
Que raiva de mim mesmo. Que raiva dos outros.
Não consigo ter força para levantar o peso das coisas que deixei acumular. Tudo culpa minha. Odeio minha indolência incurável. Defeito de mim mesmo, repugnante.
Sem eficiência nenhuma.
Por onde começar? E precisar de ajuda? É o que me mata. Precisar dos outros nunca foi o meu forte. E me ver PRECISANDO dos outros me esfacela completamente o orgulho e a vontade. Ainda mais quando os outros se apresentam sem vontade, ou chafurdando na arrogância.
Me mata. É como me enforcar em arame farpado.
O sono me consome e a falta de energia fica maior. Tentar sem resultado é pior do que não tentar, simplesmente. Fico cansado, improdutivo, infértil, irritadiço;
Que raiva de mim mesmo. Que raiva dos outros.
E cada segundo sem solução, é uma eternidade de auto-penitência.
domingo, 24 de abril de 2011
O sopro repentino do vento gelado me dá arrepios.A lufada carregada de garoa umedece delicadamente meu rosto e braços expostos.
Ainda há tanto pra percorrer... o caminho parece interminável.
E esse mar se opõe contra meus desejos.
Não é bravo, esse mar. É calmo e sempre nublado. É frio, escuro e de certa forma, aconchegante.
Mas é necessário ter uma perseverança enorme para poder cruzá-lo. É necessário ter uma presença de espírito mais extensa que esse mar, para cruzá-lo sem se perder.
É preciso ter braços fortes para remar, e uma vela resistente para navegar.
É preciso ter força. De corpo, espírito e coração.
É preciso ter determinação.
Pelo menos, consigo enxergar o necessário.
Agora falta-me disciplina para acatar às exigências desse mar-prova que preciso atravessar.
Abençoe-me mar, com seus poderes e sua presença.
Abençoe-me Senhor das Núvens Cinzas, e conduza-me pela direção correta.
Abençoe-me Vento, com esperteza e sabedoria, para ouvir nos momentos certos.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
E eu fito o escuro profundo, velado por algumas poucas estrelas que ousam aparecer no céu noturno coberto de núvens. Encolhido e afogado em meus devaneios solitários, sinto apenas a ponta do meu nariz, muito gelada.O escuro e o frio da noite caem como um bálsamo anestésico em minhas dores. E aos poucos, tenho sono...
E frio...
E a terra úmida, coberta por uma camada grossa de folhas secas e gravetos, transforma-se no leito perfeito.... Um canto abafado de coruja... fica suspenso entre o real e o quase imaginário... do sono que vem a seguir....
...
E que o escuro da noite possa me engolir...
...
e me fazer invisível...
aos olhos...
daqueles...
que...
...
Essa vontade de gritar... essa necessidade de dizer tudo o tempo todo...O que está dentro de mim que não pode ser contido? Por que essa incapacidade de controlar o que explode da minha garganta e escapa dos meus lábios?
Sempre, sempre senti que meus objetivos estiveram muito mais longe de minhas mãos do que eu poderia alcançá-los. Não vejo os outros tão distante de seus desejos. Parece que é algo meu. Parece que é um destino meu. Parece que é uma fatalidade minha.
Irremediável.
Vejo meus Deuses me ajudando todos os dias a chegar mais longe... mas coitados... o que bloqueia o caminho sou eu mesmo. Auto-sabotagem.
Quando vou me livrar de mim mesmo? Vejo o tempo se esvaindo pelos meus dedos fracos, meu corpo se transformando e a conquista ainda bastante longe. O conto de amor pagão que tinha me colocado nesse caminho, está se apagando. A realidade bruta, áspera, afiada e mortal está se impondo terminantemente contra meus sonhos.
Aliás, faz tempo que não sonho.
Não vejo luz ha bastante tempo. Não sei mais como manobrar a mim mesmo pelos caminhos que vou seguindo. Vivo aos trancos e empurrões. E... droga, parece que é só comigo.
Talvez o problema seja os meus olhos. Talvez eu veja o mundo do jeito que ele não é.
Mas como desencantar meus olhos? Como desencantar meu ouvidos?
E além, como desencantar tudo aquilo pelo que eu já passei? Como tirar da memória as imagens que foram registradas por esses olhos quebrados?
Deuses, por favor.
Tirem da minha frente essa neblina que me impede de enxergar.
E coloquem essa neblina, no meu coração.
domingo, 27 de março de 2011

É sempre assim. Pelo menos, até hoje tem sido exatamente a mesma coisa.
Iludir-se com brilhos e luzes, achar que finalmente encontrou algo valioso.
Entendo que o valioso pode não ser reluzente, nem ter histórias fantásticas...
mas ainda assim, sofro com a ilusão. Faz parte da minha natureza, e é muito difícil transformar isso.
E a dor não é por não ter encontrado. A dor é por saber que ainda vai demorar.
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Estava sentado sob a copa de uma árvore, quando ja era noite. O céu estava nublado, depois de um dia muito quente. A única luz que possuia vinha da lamparina precária que ainda carregava, mesmo depois de tudo o que passara durante o caminho.O vento soprou frio, com gotas refrescantes de água. Esse mesmo vento o chamou para o campo aberto, onde era mais intenso e expressivo. O vento sussurrou alguma coisa em seus ouvidos.
De repente, como num instante de compreensão profunda, se encheu de amor por todas as coisas vivas. De repente e inexplicavelmente. O que foi que o vento disse? Que feitiço foi lançado?
Provavelmente, nenhum.
Ouviu desatentamente o que o vento continuava a dizer e sentia, prazerozamente, a umidade que vinha da chuva próxima. Não precisava se esforçar muito para entender aquelas palavras. Ele sabia o que era.
Começou então, a chover bastante.
Seu peito se enchia de amor, de compaixão, e de uma compreensão quase transcendental do mundo. Sentia todas as coisas, conhecia todas as coisas. Até mesmo o desconhecido tinha o seu espaço, obscuro e desafiador. Sentiu-se parte de tudo. Sentiu um carinho profundo por todas as coisas vivas, porque compartilhavam vida.
Vida. Algo tão maravilhoso e tão raro. Pensou em todos os espaços vazios do universo... em todas as distâncias incalculáveis entre as estrelas e em como a vida, tão abundante na terra, errava por um canto inóspito do universo.
Sentiu-se parte do extraodinário. Sentiu-se Deus e mergulhou em seus Deuses. Lembrou-se do porque escolhera partir. Lembrou-se do porque estava ali. Lembrou-se daquele amor que buscava. Ganhou, mais uma vez, propósito.
Tinha agora, no meio da noite, da ventania e da chuva, duas luzes. A da lamparina, e do seu espírito apaixonado.
quarta-feira, 9 de março de 2011

Na noite anterior, deitado sobre a grama, foi dormir cansado. Estava com o peito pesado e as idéias confusas.
De manhã, acordou de um sonho qualquer, com o céu muito nublado e o dia frio. A princípio, não quis se levantar. Continuou ali, deitado onde estava. Encarava o céu, inexpressivo. Continuou com a mesma linha de raciocínio que suspendera na noite anterior ao se entregar ao sono.
Esticou uma das mãos para sentir a terra e a grama molhadas pelo orvalho... Suspirou.
Sentia toda a chuva que estava quase para cair... comparou-a com lágrimas que ameaçavam a cair de seus olhos e nunca caiam. Seus olhos estavam assim.... sempre nublados. Queria, mas não conseguia. Desejava. Desde que saiu da segurança e do calor de sua casa... há tantos anos... desejava. E ainda antes, desejava.
Cheguei tão longe... - disse - e ainda assim... continuo o mesmo... com o mesmo desejo.
O peito doeu. Fechou os olhos com força e mordeu o lábio inferior.
Baixo, e com a voz quase se quebrando, sussurrou: a chuva não cai... nunca...
... talvez fosse melhor assim.
Relaxou o rosto e ainda de olhos fechados pensou no que poderia ter sido, no que foi e em quem era.
- Porquê não eu?...
O vento varreu as folhas secas das árvores próximas e calou seus pensamentos.
Abriu os olhos.
Pôs-se de pé, arrumou seus pertences e voltou a caminhar, resignado de si mesmo.
sexta-feira, 4 de março de 2011

Tenho estado realmente muito cansado. Pensei que se destruisse aquela promessa, seria realmente o fim irretornável da minha vida. Por sorte, não foi. Mas tenho que conviver com muitos problemas e um azar muito grande. A promessa que me mantinha vivo, também me mantinha seguro.
Agora, quase completamente mergulhado no mundo, começo a sentir o peso de atitudes que antes não passavam de histórias de terror. Não estou assustado, mas cansado de labor e alerta constante.
Neste exato momento estou em paz. Com o corpo marcado e dolorido, mas em paz. Sinto agora sabores e perfumes diferentes... e o fogo agora é mais brilhante e menos irascível. A noite é certamente mais escura, mas sei que sempre posso contar com a ajuda de bons espíritos prestativos ao meu lado. Os dias nublados não são mais convidativos e os dias de sol, ou são quentes demais, ou são escuros demais.
Os frutos agora são mais tenros. As águas são mais doces... as folhas são mais verdes e os temperos são mais vivos. As rochas são menos afiadas, a terra é menos dura. Mas ainda assim... mesmo que os elementos tenham se transformado, a natureza do meu espírito está instável. Chove irregularmente aqui dentro. Venta muito e o clima perdeu o ritmo que antes seguia.
Os pássaros não cantam mais. Faz tempo que não vejo insetos... e os animais noturnos que vigiavam os meus caminhos desapareceram. Estou muito sozinho.
Mas por enquanto, tenho algumas velas e incensos, um pedaço de pão macio, uma fatia razoável de queijo bem curado e uma garrafa de vinho aconchegante.
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