sexta-feira, 22 de abril de 2011

E eu fito o escuro profundo, velado por algumas poucas estrelas que ousam aparecer no céu noturno coberto de núvens. Encolhido e afogado em meus devaneios solitários, sinto apenas a ponta do meu nariz, muito gelada.

O escuro e o frio da noite caem como um bálsamo anestésico em minhas dores. E aos poucos, tenho sono...
E frio...

E a terra úmida, coberta por uma camada grossa de folhas secas e gravetos, transforma-se no leito perfeito.... Um canto abafado de coruja... fica suspenso entre o real e o quase imaginário... do sono que vem a seguir....
...
E que o escuro da noite possa me engolir...
...
e me fazer invisível...
aos olhos...
daqueles...
que...

...

Um comentário:

  1. vc tá se fundindo com os musgos dos galhos dos carvalhos, azevinhos e aveleiras do reino das fadas.........

    quem sabe vc vire o Green Man =)

    Até mesmo os faunos devem se sentir solitários e melancólicos....quando o Deus começa a morrer....

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