Algo chamou sua atenção. Pensou ter visto algo...Encarando o escuro, atento e de olhos escancarados, procurava. Não estava assustado. Estava calmo e o coração conservava os mesmo sentimentos soturnos de antes. Mas algo estava diferente.
Do escuro, uma luz, fraca e trêmula apareceu, não exatamente na sua frente, mas era nítida, embora não passasse de um pequeno ponto. Sumiu rapidamente. Ele pôs-se de pé num salto e esperou que ela se manifestasse mais uma vez. O brilho passou rápido, perto do chão, sendo refletido por inúmeros cristais pontiagudos vermelhos, pequenos, incrustrados na rocha. Sumiu em seguida.
O brilho era regular. Aparecia e desaparecia em períodos exatos de tempo. O escuro então se dissipava na companhia da nova luz. Mesmo quando era incontestavelmente penetrante, quando o brilho se apagava, o escuro não era mais tão ameaçador. Tudo estava em silêncio... mas não era mais desesperador, como antes. Ele então, pôs-se a caminhar, enquanto o brilho o acompanhava, mostrando a cada insignificante flash, a rocha incrustrada de minerais vermelhos, refletindo muito fracamento, toda a beleza que antes estava oculta.
Não podia negar que ainda estava perdido, nem que ainda era escuro e tudo muito quieto e solitário... mas agora, havia algo diferente.
era a Lanterna do Eremita =)
ResponderExcluirespírito prestativo dentro da alma...sua própria luz de sabedoria...que mostra aquilo que é verdadeiro e essencial...e tem o discernimento do bem e do mal...do certo e do errado...do que faz bem e do que não faz...
o melhor companheiro e guia numa viagem =)