terça-feira, 3 de maio de 2011


Estou absolutamente irritado. Meu peito está pequeno para toda a raiva que tenta sair e mal consegue escapar pela boca.

Vários planos estão travados, emperrados, truncados, estagnados e sem movimento nenhum.
Outros estão tão enrolados, que mal pode-se vê-los através dos emaranhados sem ponta.
Que raiva de mim mesmo. Que raiva dos outros.

Não consigo ter força para levantar o peso das coisas que deixei acumular. Tudo culpa minha. Odeio minha indolência incurável. Defeito de mim mesmo, repugnante.
Sem eficiência nenhuma.

Por onde começar? E precisar de ajuda? É o que me mata. Precisar dos outros nunca foi o meu forte. E me ver PRECISANDO dos outros me esfacela completamente o orgulho e a vontade. Ainda mais quando os outros se apresentam sem vontade, ou chafurdando na arrogância.
Me mata. É como me enforcar em arame farpado.

O sono me consome e a falta de energia fica maior. Tentar sem resultado é pior do que não tentar, simplesmente. Fico cansado, improdutivo, infértil, irritadiço;
Que raiva de mim mesmo. Que raiva dos outros.

E cada segundo sem solução, é uma eternidade de auto-penitência.

Um comentário:

  1. Esses dias um provérbio japonês me falou o seguinte:"Se buscar apoio....busque numa árvore de copa larga".....algo assim.

    Não dá pra buscar apoio onde as pessoas tem um tronco muito fino de experiência....ou galhos desnudados de afeto....
    Precisamos buscar apoio nas árvores que tem pássaros...pois os pássaros não fazem ninho em árvores mortas....também não deveríamos buscar abrigo em pessoas vazias.....

    Desculpa se soou muito subjetivo...mas as vezes pensamos que algumas pessoas são amigas...quando não passam de sombras...

    Se precisar...pode contar comigo ;D a 13º

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